terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mãe de Alan Fonteles relembra dificuldade de conseguir próteses no SUS


A mãe do para-atleta brasileiro Alan Fonteles afirma que conseguir próteses pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi uma das maiores dificuldades enfrentadas durante sua infância.
"A primeira prótese que ele teve, aos nove meses, nós tivemos que comprar. As outras, conseguimos pelo SUS", disse Cláudia Fonteles à BBC Brasil.
"Era muito difícil. Tem dias que não gosto nem de me lembrar. Mas Alan sempre me diz: 'Mãe, o passado é o passado, o importante é agora. Tanto eu ensinei para ele quanto aprendi.'"
Fonteles, que no último domingo venceu o favorito Oscar Pistorius e levou o ouro nos 200m rasos, correu até os 13 anos de idade com as próteses de madeira que usava para caminhar.
O atleta paraense, de 20 anos, começou a correr aos oito em um projeto de iniciação esportiva ligado ao governo do Pará.


Sua primeira treinadora, Suzete Montalvão, disse que ficou "assustada" e "preocupada" ao ouvir da mãe de Alan o pedido para que treinasse o menino. "Aquilo era novo para mim. Nunca tinha treinado um atleta paraolímpico."
Montalvão, que acompanhou Alan até o fim do ano passado, quando ele se juntou à equipe permanente paraolímpica, diz que foi preciso adaptar os movimentos do atleta às próteses de madeira. Por causa da falta de flexibilidade dos membros, ele tinha que correr com as pernas mais abertas.
"É muito difícil, imagine correr com uma perna de pau. Mas trabalhávamos com o que tínhamos, isso não podia ser um fator de desestímulo para ele. Eu tinha que mostrar que ele podia fazer o melhor para ele com essa condição", disse à BBC Brasil.
"Muitas vezes ele sangrava na hora do treinamento, mas ele sempre dizia para continuarmos. Me doía o coração, mas era da condição dele mesmo. O atleta olímpico também trabalha em cima da dor."

'Preocupação de mãe'

A dona de casa Cláudia Fonteles, de 39 anos, foi quem pediu a Suzete Montalvão que treinasse Alan para ser um atleta. No entanto, ela disse que foi convencida a deixá-lo correr.
"Os meninos próximos a ele, amigos e vizinhos, já corriam e ele começou a insistir que queria ir para o atletismo, mas eu não queria deixar. Era preocupação de mãe", disse ela à BBC Brasil.
"Mas o vizinho veio falar comigo e disse que seria bom para ele. Aí nós fomos na escolinha de educação física e ele começou."
Nascido em Marabá, Alan Fonteles teve uma septicemia - infecção geral no organismo - causada por uma infecção intestinal, aos 21 dias de vida. Por causa disso, ele teve as duas pernas amputadas acima do joelho ainda bebê.
Além da fisioterapia diária até os três anos de idade, para aprender a andar, ele também praticou natação durante a infância, por recomendação médica.
"Ele é um menino que não reclama, que 'fica na dele'. Não se queixava de dificuldades", disse a mãe.


"Sempre acreditei nele, nunca tive medo de ele cair ou se machucar."
Segundo Suzete Montalvão, o apoio familiar foi determinante na trajetória do medalhista olímpico. "Um dos maiores problemas que temos para treinar crianças com deficiências é que as famílias não acreditam que eles conseguem fazer as atividades", disse.
"A família do Alan foi diferente. A mãe dele é uma guerreira, o levava para os treinos e sempre o acompanhou."

Vontade

Fonteles tornou-se um dos nomes mais conhecidos dos Jogos Paraolímpicos de Londres, após uma arrancada na final dos 200m e as críticas do atleta sul-africano, que disse que suas próteses eram "altas demais".
Nesta segunda-feira, Oscar Pistorius pediu desculpas por ter feito os comentários sobre as próteses de Fonteles no final da corrida, mas manteve o questionamento.
O Comitê Paraolímpico, no entanto, voltou a afirmar que o equipamento do brasileiro está dentro dos padrões dos Jogos e que ele é, de fato, o campeão da prova.
"Ele (Oscar Pistorius) quer questionar, é do direito dele, mas o Alan está dentro dos padrões e das regras. Alan cresceu, não é mais o menino de Pequim. Ele é um homem. Por isso as próteses dele têm que acompanhar o crescimento, biomecanicamente. Se os ossos do corpo cresceram, os ossos da perna também tem que ser maiores", afirmou Suzete Montalvão.

 
"Alan ganhou do Pistorius na raça, na vontade, por causa da técnica dele e do treinamento."
O paraense havia conquistado uma medalha de prata no revezamento 4x100m nas Paraolimpíadas de Pequim 2008, a prata nos 200m e o bronze nos 100m nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011 e o bronze nos 100m no Mundial de Christchurch, em 2011.
"Ele sempre falava que o sonho dele era ir nas Olimpíadas e que ele iria. Desde pequeno", afirmou Cláudia Fonteles.
A disputa da final dos 200m rasos foi assistida pela família de Alan Fonteles em casa, na companhia de amigos, colegas e vizinhos.
"É uma emoção muito grande, não consigo nem explicar", disse a mãe do para-atleta, com a voz embargada, ao telefone.
Depois de conquistar a medalha, Alan falou com a família. "Falei para ele que eu amava muito ele e ele agradeceu por tudo que a gente já passou. Foi isso. Não tem muito mais o que dizer." Já Suzete Montalvão preferiu assitir a prova decisiva em sua própria casa, "quietinha".
"Na sexta-feira à noite eu conversei muito com ele, fizemos uma retrospectiva da vida dele, das dificuldades pelas quais passamos aqui em Belém. Disse que ele sabia onde queria chegar, agora era só mostrar que veio para ficar."


Parabéns a mãe desse super atleta, o apoio dos familiares é de suma importância, ainda mais para atletas paraolímpicos!!! Parabens por sempre acreditar em seus anjos!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Coordenador da AMEI fala sobre a falta de apoio à prática de esportes inclusivos


A entrevista fala com o coordenador técnico da AMEI (Associação Mariliense de Esportes Inclusivos), Celso Parolisi, 50. O professor de educação física está na instituição desde sua fundação, há nove anos, e como coordenador atua há seis anos. Natural de São Carlos, ele é casado com Claudia Mara Piloto da Silva, com quem tem dois filhos.
No decorrer da entrevista Parolisi fala das dificuldades enfrentadas no esporte inclusivo como falta de incentivo e estrutura. Na semana em que teve início as Paralimpíadas em Londres, o coordenador revela nomes de atletas com potencial para participar da competição em 2016 no Rio de Janeiro.
Parolisi também destaca o trabalho desenvolvido pela entidade e as mudanças necessárias na política esportiva do país.


Qual o trabalho exercido pela AMEI?
O objetivo é trabalhar com esporte para desenvolver a saúde, sociabilidade e em um terceiro plano observar as chances do aluno ser um talento e se tornar atleta de ponta. Nós oferecemos aos alunos natação e atletismo. A natação é nosso carro chefe com aulas na piscina da própria entidade e as aulas de atletismo ocorrem no poliesportivo Pedro Sola.

Quais as principais dificuldades enfrentadas?
Dificuldade maior tanto para o esporte convencional como para o inclusivo é a falta de incentivo, tanto de materiais como financeiro. Isto falta tanto para nossa instituição como a nível nacional. No país ainda vemos que o esporte engatinha. E o reflexo pode ser visto nas últimas olimpíadas com poucos resultados positivos, o que está ligado a falta de políticas voltadas para o esporte. Atualmente, temos o Bolsa Atleta, mas seria necessário mais subsídio para mudar a trajetória do esporte.
Acredito que a fórmula está no investimento, no trabalho de base nas escolas e clubes. Desta forma os talentos seriam observados e trabalhados de forma diferente. Também seria necessário apostar mais na estrutura com implantação de piscinas nas escolas e praças esportivas com professores disponíveis nos bairros. Isto já existe em países como os Estados Unidos e outros, por isso é difícil ganhar deles em grandes competições.


Quais os serviços oferecidos pela entidade? E quantos alunos são atendidos?
Nós atendemos das 8h às 11h30 e das 13h às 17h. Na natação podem participar pessoas de 1 a 80 anos com qualquer tipo de deficiência, como física, visual, auditiva e intelectual. Além disso, temos o projeto Golfinhos do Futuro para dar chance aos jovens de 8 a 12 anos aprenderem um esporte, o que está respaldado no estatuto da entidade.
O atletismo é voltado estritamente para pessoas com deficiência. Oferecemos o esporte gratuito a 250 inscritos. Com a grande maioria dos matriculados é realizado o trabalho social, são poucos os atletas de alto rendimento.

Falta incentivo para o esporte inclusivo? Quais ações seriam necessárias?
Hoje, vivemos uma situação mais confortável, mas com certeza ainda falta muita coisa. O governo municipal é a principal fonte de recursos para pagamento de toda parte de manutenção, como água, energia, telefone, cloro e desenvolvimento do projeto Golfinhos do Futuro. Além disso, o principal apoio é da Secretaria de Esportes com o pagamento das viagens que fazemos para participação em competições em São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, entre outros.
Atualmente, 21 atletas da instituição recebem o Bolsa Atleta, sendo 23 nacionais (valor R$ 925), três internacionais (R$1.800) e uma paralímpica (R$3.200). Para receber o Bolsa Atleta nacional, por exemplo, é necessário estar entre os cinco melhores do país na modalidade.
Deve ser lançado já com pensamento nas Paralimpíadas de 2016, o Bolsa Técnico, em que os 20 melhores do mundo em determinada modalidade receberão de R$ 5 a R$ 15 mil para manter uma equipe multidisciplinar composta por treinador, fisioterapeuta, psicólogo, entre outros.
Acredito que seria necessário aumentar este número de bolsas com algum recurso municipal. Pois hoje quando identificamos um talento ele tem que trabalhar para se manter e acaba se afastando do esporte. Então deveria haver um trabalho com a intenção de manter este atleta no treinamento.
Na questão da divulgação, nas Olimpíadas pudemos assistir por vários canais que transmitiram os jogos. Agora nas Paralimpíadas que começaram na quarta-feira apenas um canal deverá fazer a transmissão. Mas de qualquer forma é avanço, tendo em vista que anteriormente não havia divulgação, hoje diversas modalidades se tornaram conhecidas. E isto é um reconhecimento, tendo em vista as boas colocações que os paratletas conquistaram.


Qual o recurso recebido pela entidade? É suficiente? Qual o número de funcionários?
Atualmente, recebemos R$ 5.500 da prefeitura. Deste recurso R$ 3 mil são voltados para o custeio das despesas e R$ 2.500 para o projeto Golfinhos do Futuro.
Além disso, recebemos algumas contribuições voluntárias que não são fixas. Também fomos contemplados com convênio com o CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Também realizamos alguns eventos para arrecadar fundos para a entidade. Temos cinco funcionários que são responsáveis pela alimentação, administração e parte técnica.
Entretanto, mesmo com os poucos recursos conseguimos bons resultados. Um exemplo é o Circuito Loterias Caixa, um dos maiores eventos paralímpicos com a participação de 60 equipes. No ano passado conquistamos o terceiro lugar geral. As equipes que ficaram nas duas primeiras colocações recebem R$ 100 mil mensais.

Falta esporte inclusivo nas escolas?
As dificuldades de inclusão já começam na sala de aula. Hoje, na educação física para este público não há adaptação. Teria que haver piscinas adaptadas e até mesmo grupos de treinamentos separados. No momento em que se abrem as portas das escolas para o esporte inclusivo podem surgir muito talentos. Porém, os problemas de falta de acesso ao esporte na cidade vão muito além das escolas. Atualmente, a única piscina aquecida e coberta da cidade é da AMEI. Não temos pólos esportivos. A única pista de atletismo também se encontra em estado precário. Uma cidade do porte de Marília teria que possuir uma pista sintética. Enfim, é necessário mais estrutura e trabalho de base para colhermos os frutos.


Quantos alunos da Amei tem chances de competir nas Paralimpíadas?
Cinco alunos têm potencial. Para estar na competição é importante conquistar boas colocações nas pré-seleções e ser convocado para seleção brasileira ao menos quatro vezes. O atleta que está entre os dez melhores do mundo com certeza será escolhido. A seleção deve fechar em 2015.
Nossa grande esperança para os Jogos Olímpicos são três garotas da natação que têm deficiência intelectual. São elas Miriele Lopes, 17, Caroline Beatriz, 15, e Nilwelen, 15. Elas têm um bom tempo.
Nós temos o paratleta de atletismo com deficiência visual, Aurélio Guedes, que já participou de quatro paralimpíadas conquistando 4º e 5º lugares. Neste ano ele não foi convocado por conta da idade.
Desde a nossa fundação também tivemos vários destaques a nível nacional. Temos ainda quatro atletas com síndrome de down que não são treinados aqui, mas são ligados a entidades que participaram do campeonato mundial de futsal e já foram campeões brasileiros da competição.
Além disso, para ser um destaque necessariamente não precisa ser um campeão. Temos um exemplo de uma garota com graves problemas de paralisia que iniciou a natação com dois anos e aos seis já fica sozinha na piscina. São vitórias diferentes.

Qual a importância da prática de esportes por pessoas com alguma deficiência? Quem pode praticar?
Primeiramente a oportunidade destas pessoas de sair de casa e ser aceita pela sociedade. Com este público é diferente, porque eles não desistem facilmente. Os alunos têm muita determinação e vontade. Não tenho dúvidas que o número de medalhas conquistadas nas Paralimpíadas será maior que nas Olimpíadas.
Para que o atleta inicie as atividades na AMEI deve passar por avaliação médica. Geralmente a proibição ocorre somente nos casos de risco de convulsão ou por problemas cardíacos.


Qual a diferença da preparação de pessoas com deficiência e no esporte convencional?
A diferença são algumas adaptações necessárias, já que as regras são as mesmas. Temos que utilizar uma psicologia diferente certas vezes com eles, principalmente com os alunos que têm alguma deficiência intelectual. A fórmula está no dia a dia com certas injeções de motivação e ânimo.

Como é o desempenho deste público?
O desempenho é fantástico, começando pelas dificuldades de acessibilidade que o aluno tem para chegar ao treinamento. No momento em que eles se sobressaem no esporte querem agarrar a oportunidade com unhas e dentes.


Parabéns à todos da AMEI pelo excelente trabalho desenvolvido!!! Deveriam ser muito mais valorizados e ter muito mais incentivos, tanto pela esfera pública, quanto pelas empresas provadas!!! Esperamos que apões essa exposição da Paraolimpíada em Londres e com o sucesso de nossos super atletas, a sociedade volte seu olhar para esse segmento e perceba que dentro de nossa própria cidade há um grande celeiro de atletas que precisam de um suporte ainda maior para galgar lugares mais altos tanto no pódio quanto em suas próprias vidas!!! Parabéns Celso Parolisi, continue com esse trabalho fantástico e com esse amor e carinho que você dedica aos seus atletas/anjos!!!

Alan Fonteles supera Oscar Pistorius e conquista o ouro nos 200 m rasos na classe T44


O brasileiro Alan Fonteles conquistou neste domingo a medalha de ouro nos 200m rasos na classe T44 dos Jogos Paraolímpicos. Ele completou a prova em 21s45 e deixou para trás ninguém menos que o sul-africano Oscar Pistorius, uma lenda do atletismo.


Para chegar ao lugar mais alto do pódio, Alan mais uma vez teve de fazer uma corrida de recuperação. Ele não conseguiu fazer uma boa largada e começou a se recuperar depois dos 100m, quando ainda ocupava o terceiro lugar. Ele ultrapassou Arnu Fourie (AFS), que vinha em segundo, e seguiu em disparada na perseguição a Pistorius. Apenas nos metros finais o brasileiro, enfim, deixou o sul-africano para trás, e assim que cruzou a linha de chegada comemorou a medalha de ouro. Pistorius, em segundo, completou em 21s52. O terceiro lugar foi o americano Blake Leeper.


Pistorius pede desculpas a brasileiro que conquistou ouro paraolímpico

 

O atleta sul-africano Oscar Pistorius se desculpou nesta segunda-feira pelas críticas feitas ao brasileiro Alan Fonteles, que conquistou neste domingo a medalha de ouro nos 200 m
rasos na classe T44 dos Jogos Paraolímpicos, disputados em Londres, deixando-o com o segundo lugar. Pistorius, conhecido como ''Blade Runner'', repetiu, após a derrota na final, o mesmo protesto que já havia feito na semifinal sobre a suposta irregularidade das próteses usadas por Fonteles. O sul-africano acusa Fonteles de usar próteses que deixam o brasileiro mais alto, o que lhe confere uma vantagem na corrida.
''Não foi uma corrida justa. Vendo o replay, não entendo como é possível avançar, estando oito metros para trás, nos 100 metros
(finais), para depois vencer. É absolutamente ridículo.''


''Sem querer tirar o mérito de Alan, mas esses caras estão bem mais altos, não dá para competir'', acrescentou. O velocista brasileiro passou à frente de Pistorius, que liderava a corrida, com uma arrancada, na reta final, conquistando a prova e o ouro olímpico com um tempo de 21s45, à frente dos 21s52 do sul-africano. Em Londres, o brasileiro está usando próteses que o deixam mais alto, passando de 1,76m para 1,81m, mas o uso das próteses foi permitido pelo Comitê Paralímpico Internacional (CPI). Em uma declaração divulgada na segunda-feira, Pistorius abrandou o tom em relação às críticas iniciais. ''Eu jamais iria diminuir o momento de triunfo de outro aleta. E quero me desculpar pelo momento em que diz meus comentários, após a corrida de ontem'', afirmou.
''Eu creio que existe um problema aqui e saúdo a oportunidade de discuti-lo com o CPI. Mas reconheço que levantar essas preocupações imediatamente ao sair da pista foi um erro'', acrescentou. "Aquele foi o momento de Alan e eu gostaria de deixar registrado que tenho respeito por ele.''


O brasileiro havia rebatido as críticas feitas pelo rival, dizendo que ele estava tentando desviar a atenção de sua derrrota, mas primou pela diplomacia. ''Ele não é um mau perdedor, ele é um grande atleta. Só estou triste com a entrevista em que ele disse que minhas próteses são grandes demais''', afirmou. ''Ele ficou incomodado com meu tempo nas semifinais e queria me afetar com a sua polêmica, mas não funcionou. Para mim, ele é realmente um grande ídolo e ouvir isso de um ídolo é duro. Não sei com quem ele está comprando uma briga, mas não é comigo'', acrescentou. Pistorius havia conquistado a medalha de ouro na modalidade de ouro nos 200metros
rasos da T44 tanto em 2004 como em 2008. Nos Jogos Olímpicos de Londres, realizados antes dos Jogos Paraolímpicos, Pistorius se tornou o primeiro atleta amputado nas duas pernas a participar da competição, ao tomar parte da corrida de 400 metros e ao integrar a equipe de revezamento sul-africana nos 4 x 400 metros.


Pistorius também foi alvo de uma polêmica semelhante à que está levantando, quando, entre o final de 2007 e março de 2009 suas próteses foram consideradas ilegais em competições regulares de atletismo. Mas o veto acabou sendo derrubado ainda em 2009 e ele pôde competir normalmente na Olimpíada de Londres. A categoria T44 do atletismo é para atletas com perda de membros ou deficiência de limbo. Alan e Oscar são biamputados e os dois voltarão a se enfrentar na competição, nas provas dos 100m e 400m T44 e no revezamento 4x100m T42/T46.


André Fonteles entra definitivamente pra a história, pois além de ganhar a medalha de ouro, quebrar recordes, ganhou nada mais e nada menos do que ''Blade Runner'', Sr. Pistorius, isso ninguem NUNCA esquecerá e NUNCA poderá ser apagado da história!!! Parabéns Andrés Fonteles, és um ORGULHO para o Brasil

Em pódio 'quase' brasileiro, Terezinha Guilhermina confirma favoritismo e é bi nos 200 m T11


A brasileira Terezinha Guilhermina entrou na final dos 200 m T11 nos Jogos Paraolímpicos com amplo favoritismo e não decepcionou. Um dia depois de quebrar o recorde paraolímpico da prova, a mineira voltou a superar a própria marca, repetiu o ouro de Pequim-08 e selou um pódio todo brasileiro em Londres.
Terezinha terá a companhia de Jerusa Santos, que ficou a prata ao correr em 26s32. Jhulia Santos, que havia herdado a medalha de bronze após desclassificação da chinesa Juntingxian Jia, perdeu a medalha após a organização voltar atrás e validar o bronze da asiática.


Com seu guia Guilherme Soares de Santana, Terezinha havia marcado os melhores tempos nas eliminatórias e na semifinal, sendo a única a correr abaixo dos 26s. Na final, a recordista mundial fez 24s82 e superou o próprio recorde paraolímpico em 7 centésimos.
Inicialmente, a chinesa havia ficado na terceira posição, um centésimo atrás de Jerusa. Porém, nos metros finais da disputa, seu guia a soltou – o que é permitido – mas os árbitros consideraram que ele deu um empurrão em sua atleta e a desclassificaram. Com isso, Jhulia, que fez seu recorde pessoal com 26s65, ficou com o bronze.


Terezinha nasceu com retinose pigmentar, doença congênita que provoca a perda gradual da visão. Nas Paraolimpíadas de Pequim, a atleta havia conquistado um ouro – justamente nos 200 m –, uma prata e um bronze, além de ter um bronze de Atenas-04. Nos Jogos Parapan-americanos de Guadalajara, em 2011, dominou os 100 m, 200 m e 400 m, com três ouros.


Parabéns à todas as atletas, tanto a Terezinha, como a Jerusa e também a Jhulia Santos, que com certeza, na próxima fará o pódio brasileiro perfeito!!! Parabéns para essas mulheres brasileiras de fibra!!!
 

Yohansson Nascimento conquista segundo ouro brasileiro no atletismo com recorde mundial


O Brasil desencantou no atletismo nas Paraolimpíadas de Londres neste domingo. Minutos após um pódio todo brasileiro nos 200 m feminino, Yohansson Nascimento surpreendeu nos 200 m T46, com direito a recorde mundial, e conquistou a quarta medalha para o Brasil na modalidade, a 13ª nesta edição dos Jogos.
Yohansson havia se classificado para a final com o segundo melhor tempo, atrás do cubano Raciel Gonzalez Isidoria. Na decisão, porém, estabeleceu o novo recorde mundial com 22s05 e deixou o cubano com a prata, 10 centésimos mais lento.
O pódio será completo pelo australiano Simon Patmore, que fez 22s36. O brasileiro já tinha uma prata e um bronze nas Paraolimpíadas em Pequim-08.
Yohansson nasceu sem as duas mãos e iniciou no atletismo em 2005, com 17 anos. O atleta de Maceió também detém os recordes mundiais nas provas de 100 e 400 m.


Brasileiro pede a noiva em casamento após ouro e é o destaque do dia em Londres

 

Yohansson Nascimento chamou a atenção do Estádio Olímpico de Londres neste domingo. Primeiro, por conquistar a medalha de ouro nos 200 m da classe T46 com direito a recorde mundial. Mas ele queria mais. Pouco depois de cruzar a linha de chegada, arrancou o número de inscrição de sua camiseta e virou. No pedaço de papel, um recado. Ou melhor, um pedido.
"Thalita, quer casar comigo?". Foi dessa forma que o velocista, agora campeão paraolímpico, pediu a noiva em casamento. A resposta, depois de tanta repercussão, foi um 'sim'. Pelos feitos, Yohansson tornou-se o destaque do quarto dia de competições em Londres.
Neste domingo, o Brasil conquistou mais quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de prata, todas no atletismo. A natação, outra grande 'fonte' de medalhas para o país, passou em branco pela primeira vez em Londres. 


Parabéns Yohansson, tanto pela vitória, quanto pelo ouro, pelo recorde e ... pelo pedido de Casamento, É CLARO!!!!

André Brasil fatura seu segundo ouro em Londres, nos 100 m borboleta S10


Um dia depois de conquistar o segundo ouro para o país nos Jogos Paraolímpicos de Londres, André Brasil faturou a sua segunda medalha de ouro. Nos 100 m borboleta da classe S10, o brasileiro foi bicampeão paraolímpico e estabeleceu o novo recorde da competição com o tempo de 56s35.
André não teve uma boa saída e virou os 50 m atrás do russo Dmitry Grigorev. Na segunda metade da prova, o brasileiro se recuperou e, em uma chegada muito apertada, deixou o adversário em segundo, por apenas 54 centésimos de diferença. André já havia vencido os 50 m livre S10.


Com o tempo de 56s89, Grigorev marcou o novo recorde europeu da prova. O pódio foi preenchido pelo sul-africano Achmat Hassiem, com recorde africano de 57s76, com a medalha de bronze.
Parabéns André Brasil pela força de superação!!! Mais um atleta paraolímpico brasileiro entrando para a história do esporte com mais uma quebra de Recorde Mundial!!!


Pra cima Deles André Brasiiiiiilllllllll!!!!

Daniel Dias "passeia" nos 200 m livre S5 e conquista seu segundo ouro nas Paraolimpíadas de Londres


O paulista Daniel Dias continua muito superior aos seus adversários nas provas que disputa nos Jogos Paraolímpicos de Londres. Neste domingo, o nadador faturou o bicampeonato nos 200 m livre S5 com mais de 15s s de vantagem para o medalhista de prata.
Daniel havia se classificado para a final com o melhor tempo, com quase 10s de vantagem do segundo colocado. Dono de nove medalhas nas Paraolimpíadas de Pequim-08, o campineiro conquista sua segunda medalha em Londres. A primeira veio nos 50 m livre S5.


Logo na primeira virada, Dias já tinha mais de 2s de vantagem para o segundo colocado. Sem perder o ritmo, o brasileiro marcou 2min27s83, enquanto o espanhol Sebastian Rodriguez fez 2min43s11 e ficou com a prata. "Faltou um pouco para o recorde mundial, mas estou muito feliz. É a minha segunda prova, a segunda medalha e espero continuar assim", afirmou Dias.
Clodoaldo Silva, que inspirou Daniel a se dedicar à natação após as Paraolimpíadas de Atenas-04, havia se classificado para a final da prova com o sétimo tempo. Porém, com dores no ombro, preferiu se poupar para os 100 m.
Com a quarta medalha de ouro - além de duas de prata e duas de bronze – o Brasil se firma entre os 10 primeiros no quadro de medalhas, que é liderado pela China com folgas.
O Brasil paraolímpico vem faturando com muita garra, força e determinação todas as medalhas dentro d'água!!!


Pra Cima deles Daniel Dias!!! Seu sorriso e nossas conquistas!!!